<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273</id><updated>2009-11-11T08:10:24.858-02:00</updated><title type='text'>Coletivo de Idéias</title><subtitle type='html'>Eu tenho algumas idéias e num tinha onde colocar.
Então montei uma caixinha virtual.

Quer ver?</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>83</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-7944637335051838890</id><published>2009-11-07T01:39:00.003-02:00</published><updated>2009-11-07T02:03:36.634-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><title type='text'>Sentido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então a gente taí, viva. Não parece, e eu juro que entendo todos os leitores que fugiram daqui, eu também fugiria. Eu fugi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é que hoje eu estive pensando que faz tempo que não escrevo meus textos, não posto no blog, não visito os blogs amigos, enfim, faz tempo que não vivo essa plena vida de blogueira, né? Mas tá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só queria dizer para esses meus dois leitores que eu tô bem. Entre mortos e feridos sempre eu me salvo, e eu tô bem. Cabeça cheia, coração e alma vazias, mas né... essa sou eu! E talvez por isso eu tenha evitado aparecer por aqui, para não reclamar demais, porque se tem uma coisa que eu odeio fazer, é reclamar da minha vida, ficar parecendo uma coitadinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E odeio fazer o blog diarinho, mas tá. Não é esse o ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina achou que não tinha mais sentimento nenhum dentro dela. Que se tornara seca, oca, vazia, incompleta. Que nada nem ninguém iria superar a perda que ela mesma provocara. A menina achou tanta coisa, que achou o sentido de novo. Achou o que faz sentido, apesar de não fazer sentido, e por causa de tantos paradoxos, a menina resolveu... deixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixar como tá, pra ver como é que fica. Ver se as coisas que ela pensa vão embora, ou se vão permanecendo e fazendo crescer a falta de sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina sou eu. Eu não escondo mais quem eu realmente sou. Eu não escondo mais a minha falta de sentido. Eu só escondo esse turbilhão de sentimentos, porque apesar de fazerem muito sentido para mim, não faz sentido para os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir, sentido, sensação, sem par. Uma menina sem par. E nem por isso infeliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tem algo que não experimentei nessa vida, é o sentido da infelicidade. E assim pretendo permanecer, apesar de toda falta de sentido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-7944637335051838890?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/7944637335051838890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=7944637335051838890&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/7944637335051838890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/7944637335051838890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/11/sentido.html' title='Sentido'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-8437294532730723315</id><published>2009-10-28T00:19:00.005-02:00</published><updated>2009-10-28T00:23:59.884-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sonhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='insônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chuva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desabafo'/><title type='text'>Fate</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devo ser o único a sorrir quando a chuva começa a cair em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chove, alaga tudo, trânsito complica, quem costuma chegar em casa às 19h, chega às 23h, e assim vai a sequência da vida.  Eu não ligo pra nada disso. Quando começa a chover, eu começo a sorrir. Sorrio e não vejo a hora de sair daquela repartição chata, monótona, sair da frente do computador e correr pra chuva, como eu fazia quando era moleque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/SueqmADg6jI/AAAAAAAABwo/DweWx1OoXgU/s1600-h/chuvinha.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 318px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/SueqmADg6jI/AAAAAAAABwo/DweWx1OoXgU/s320/chuvinha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397470248253319730" /&gt;&lt;/a&gt;Pisar na poça d’água e ver as pessoas irritadas porque a água do chão respingou na roupa. E sair correndo e rindo, como se nada mais me preocupasse. Queria bater palmas na chuva e rir com o barulho que as mãos molhadas se batendo faz. Eu queria também fazer peixinho na quadra descoberta na esquina da rua da minha casa. E mergulhar como se estivesse mergulhando no mar, sem me preocupar em sujar ou rasgar a roupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leptospirose nenhuma iria me preocupar, eu iria pisar com muito gosto em cada poça d’água que encontrasse próxima à qualquer boca-de-lobo. Arriscaria fazer um barquinho de papel e deixá-lo-ia navegar nas ruas alagadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse barquinho, eu seria capitão, e seria um capitão justo, trabalharia como os demais, e dividiria todas as minhas garrafas de rum. As festas seriam diárias, eternas, todos cantaríamos bêbados e ficaríamos aliviados com a chuva, porque ela mudaria as marés, e mudaria nossos destinos. As sereias nos encantariam e isso não seria ruim como nas estórias, elas nos fariam felizes por minutos, horas e então continuariam sua rota pelo mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa tripulação jamais precisaria de descanso, porque nossa vida seria navegar, descobrir novas terras, novas aventuras, seria um eterno esforço em não deixar o barco afundar. Bêbados, excitados, felizes. Navegadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu barquinho de papel, no entanto, não é um barco de verdade. E eu vejo ele, se desfazendo na chuva, continuar seu caminho nas águas de um esgoto qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;[o desafio da vida é mudar o destino das coisas.]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-8437294532730723315?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/8437294532730723315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=8437294532730723315&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/8437294532730723315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/8437294532730723315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/10/fate.html' title='Fate'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/SueqmADg6jI/AAAAAAAABwo/DweWx1OoXgU/s72-c/chuvinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-7192979393841369039</id><published>2009-10-26T01:22:00.004-02:00</published><updated>2009-10-26T01:40:43.227-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neuras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sem assunto'/><title type='text'>Think about it</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quantas vezes você conseguiu parar de pensar na vida? Cinco minutos que seja, ficar sem pensar em absolutamente nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tipo um sonho, eu caminhava pelas ruas e de repente, parava de pensar. Assim, do nada. Vinha um branco, minha mente esvaziava, e eu conseguia andar e não pensar. Olhar para as vitrines e não emendar ideias de compras ou até mesmo da inutilidade das vitrines. Ver as pessoas vindo em minha direção e não ficar pensando no que será que elas estão pensando. Será que elas também estão pensando no que será que eu estou pensando? Ou pensam se eu estou pensando no que será que elas estão pensando? Se eu penso que elas estão pensando que eu estou pensando no que elas estão pensando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí atravessar a rua, olhar para os carros e não pensar se eu seria mais feliz tendo um carro, sem ter que andar a pé, por quilômetros diários [que exagero, minha mente anda bem mais do que isso, porque ela pensa demais]. Não machucar mais o pé, por não saber escolher o calçado com o qual eu vou caminhar. Deixar de caminhar com fúria, por ter pensamentos furiosos que alternam com pensamentos doces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensar nem na sede que me atormenta no meio do caminho, e não ter que pensar que eu bem poderia ter comprado uma garrafa d'água bem gelada, para não sofrer esse tormento até chegar ao meu destino. E pensar que de qualquer forma, eu vou ter que comprar uma garrafa d'água, porque agora vivemos num mundo onde até a água é cara. Um bem natural, e eu tenho que pagar para ter acesso a ele. É um absurdo, mas meus pensamentos devaneiam por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não olhar pra loja de chocolate. Definitivamente NÃO OLHAR pra loja de chocolate. Tenho que controlar em pensamento até praonde eu olho ou deixo de olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria parar de pensar, por cinco minutos. Mas é aí, né, até pra parar de pensar, eu tenho que pensar que quero parar de pensar. Um paradoxo do pensamento. E ainda dizem que pensar não enlouquece. Ahan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, eu ainda acho que caminhar pelas mesmas ruas, todos os dias, me fará um dia parar de pensar no tanto de coisas que eu tenho pra pensar. Ou pelo menos me ajuda a não despejar todos esses pensamentos na cabeça dos outros, porque os outros também pensam muito, em muitas coisas. E esse mundo de coisas que os outros pensam, juntam-se aos meus pensamentos e com certeza vão parar em algum lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me irrita dos meus pensamentos é que eu não consigo simplesmente esquecê-los. Eles se repetem e se juntam aos novos pensamentos, fazendo com que eu implore por cinco minutos de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco minutos sem pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já conseguiu parar de pensar?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-7192979393841369039?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/7192979393841369039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=7192979393841369039&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/7192979393841369039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/7192979393841369039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/10/think-about-it.html' title='Think about it'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-4900608333455732302</id><published>2009-10-22T01:30:00.002-02:00</published><updated>2009-10-22T01:36:59.617-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solidão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desabafo'/><title type='text'>Conto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu escrevi um conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um conto ótimo, que tinha idas e vindas, não falava de amor, nem de amizade, nem dos outros demais sentimentos tão importantes nessa vida. Meu conto não falava sobre sentir, não falava sobre viver, mas era um conto, anyway.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu conto eu não falava sobre ninguém em particular, nem sobre mim. Não falava sobre a minha vivência com as pessoas, como elas me alegram ou me machucam, como elas me curam. Era um conto, na verdade, que não falava sobre pessoas, de qualquer cor, tamanho ou religião, mas era um conto, anyway.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este conto, olha que engraçado, também não falava sobre experiências. Não contava histórias, não narrava fatos, não tinha uma moral, e, sinceramente, não tinha início, meio e fim. Parecia uma coisa meio jogada assim, na sorte, que aconteceu. E mesmo sem nenhum indício de tempo ou espaço, era um conto, anyway.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falava sobre tecnologias ou coisas que existem, não falava sobre coisas inventadas, tampouco. Uma mistura de ambos, talvez, um toque de realidade e de imaginação. Porque minha imaginação sempre vai longe, em qualquer texto que eu resolva escrever. Mas esse conto era especial, porque a realidade e a imaginação estavam tão misturadas, tão pertencentes uma à outra, que não se diferenciava. Mas hey... de qualquer forma, quer você goste da mistura ou não, era um conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um conto sem valor, sem palavras bonitas, sem apreço, sem qualidades e sem defeitos. Sem uma moral pra história, sem um sentido para existência e que também não procurava um sentido para existir. Um conto que muitos achariam tão difícil de acreditar no que estava escrito ali, mas aconteceu. E não aconteceu, na verdade, a mistura de realidade e tudo mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu conto tinha saudade. Uma saudade gigante e inexplicável, uma saudade dolorida, uma saudade forte, apertada, parecia sufocar cada palavra ali escrita. Saudade de existir, sem nunca ter existido. Saudade do que foi, sem nunca ter sido. Saudade do que sentiu, sem nunca ter sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa mais triste do meu conto é que ele ganhou vida própria e saiu por aí. E sinto falta do meu conto, porque ele foi o mais perfeito que eu já escrevi.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-4900608333455732302?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/4900608333455732302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=4900608333455732302&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/4900608333455732302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/4900608333455732302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/10/conto.html' title='Conto'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-3388033352759469830</id><published>2009-10-15T11:45:00.000-03:00</published><updated>2009-10-15T11:48:36.651-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='confesso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solidão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='noite'/><title type='text'>Empty</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/Stc1Yt_T3PI/AAAAAAAABwg/c7Vj3xi8j9I/s1600-h/tremvaziodesenho.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/Stc1Yt_T3PI/AAAAAAAABwg/c7Vj3xi8j9I/s320/tremvaziodesenho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392837777577729266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Peguei o metrô já vazio, já não era hora mesmo de mais ninguém estar na rua. Último metrô do dia, meia-noite e lá vai cacetada, e por isso muito me estranhou a sacola vazia, abandonada, no banco ao lado do que escolhi pra sentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma sacola comum, como tantas outras sacolas, dessas de lona, porque precisamos preservar o planeta e tal. Engraçado era que tinha inclusive uma mensagem dessas na sacola: "preserve o planeta". Tá na moda cuidar do planeta. Mas a pessoa que abandonou a sacola no metrô definitivamente não se importava muito com a natureza. Largar a sacola assim, vai saber se alguém vai levar até o lixo, ou se vai pegar de presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A curiosidade humana... claro que eu olhei dentro da sacola! Certifiquei-me antes de não haver ninguém olhando, porque ninguém quer se passar por curioso, ou trombadinha. A sacola vazia no metrô vazio não foi a maior surpresa da noite: surpresa de verdade foi encontrar cinco notas de R$ 100,00 soltas lá dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei novamente para os lados, esperando alguém dizer "pegadinha!", mas não. Olhei a sacola e lá estavam elas, as cinco notinhas azuis, sorrindo para mim, quase como que pedindo "oun, me leve com você, preciso de um lar, de pais, ou de uma carteira". Cinco notas que resolveriam a luz cortada do meu apartamento, cinco notas que resolveriam o aluguel atrasado, cinco notas que resolveriam a vontade de tomar uma cerveja gelada e esquecer todos esses problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cinco notas azuis sorriram novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Larguei a sacola no banco vazio e sentei do outro lado do metrô. Entrou um casal na estação seguinte, mas eles estavam distante, e muito atarefados em procurar algo dentro das calças um do outro, não estavam ligando muito praquelas cinco órfãs dentro da sacola. Dali duas estações eu iria descer, precisava me decidir rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pego as cinco notas, sabendo que elas não me pertencem e que, um dia quem sabe, eu iria me arrepender? Ou deixo-as largadas ali, para o próximo que aparecer, e que, provavelmente, não terá uma consciência tão fudida quanto a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;[o barulho do trem é algo que me entristece profundamente. vou acompanhando aquela sequência diabólica e formando uma música na minha cabeça. tento adivinhar o que se passa na cabeça dos outros passageiros e só encontro olhares perdidos, movimentando-se na cadência daquele barulho ensurdecedor. o barulho do trem, é inconfundível. é como o cheiro de alguém que a gente gosta: a gente nem quer lembrar na maioria das vezes, mas o cheiro impregna. o barulho do trem fica. fica e me entristece]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego na estação destino. O casal ainda está se descobrindo anatomicamente. Nem percebem que eu desço do trem, com cinco notas a mais do que eu subi. A sacola permanece, vazia, esquecida no banco vazio do metrô vazio... Segue apenas com um bilhete escrito às pressas, quase que vergonhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"Desculpe"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;[a imagem foi copiada &lt;a href="http://www.fuelyourillustration.com/tatsuro-kiuchi/" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;]&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-3388033352759469830?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/3388033352759469830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=3388033352759469830&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/3388033352759469830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/3388033352759469830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/10/empty.html' title='Empty'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/Stc1Yt_T3PI/AAAAAAAABwg/c7Vj3xi8j9I/s72-c/tremvaziodesenho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-5978989377644167171</id><published>2009-10-06T10:10:00.000-03:00</published><updated>2009-10-06T10:14:25.917-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sonhos'/><title type='text'>O dançarino de uma perna só (final)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tinha um olhar estranho que a acompanhava enquanto fazia a meia volta. Não era um olhar de ódio, não era um olhar de repulsa, era apenas um olhar sem sentimento. Um olhar que não a admirava, não se emocionava com sua dança. Um olhar que também não era de desdém. Um olhar anulado de qualquer sentimento. E isso doía na menina que vivia dentro da mulher. A mulher que dominou a menina já não mais se importava muito. Roteiro de filme, com certeza. Mas a gente sabe que não era um filme, porque nem a menina e nem a mulher choraram. Elas há muito tempo não esperavam mais nada do homem de uma perna só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando pequeno, ele sonhou em ser bailarino. Sonhou com o palco, com os aplausos, com as luzes, com o encantamento. Ele sonhou em pegar a mão da menina e bailar com ela na rua. Sonhou em grandes viagens, sonhou que os dois seriam aplaudidos por multidões em todo o mundo. Sonhou que seu pai não mais teria vergonha da perna ausente, sonhou que poderia dar à mãe o orgulho que ela sempre esperou sentir do filho perneta. Ele sonhou com um bailado, e por alguns momentos, ele teve o bailado em suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;[ele rodopiava a menina, e fazia passos mais lentos e desequilibrados. Ele apoiava a mão esquerda na cintura da menina, e segurava a sua mão direita. Pedia sempre calma, mas conseguia, fazer um, dois pra cá, um, dois pra lá. E rodopiava e a via girar, rodar a saia e sorrir um ângulo de 360º.]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ver a menina adulta, dançando, sozinha ou acompanhada, mas nunca por ele, o fazia sentir o nada. O nada que fora a dança de infância, o nada que foram as inúmeras quedas, o nada que foi o grito da garota. VOCÊ NÃO PODE DANÇAR. Qualquer pessoa poderia ter dito isso a ele. Qualquer. Deus poderia ter descido de sua divindade e gritado isso pra ele. O demônio poderia ter vindo das profundezas infernais e berrado isso em seus ouvidos. Ele ouviria toda a humanidade gritando para ele, para o resto da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir a voz da menina, irritada, sem paciência, sem vontade, desistente. VOCÊ NÃO PODE DANÇAR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as vezes que via a mulher que ela se tornara, ele lembrava dessas exatas palavras. E não sentia ódio, não tinha raiva alguma da menina, nem da mulher. Ele sempre fazia questão de vê-la dançar, e também não era por amor, por vontade de dançar junto, não era pela amizade, não era pelo que sobrou de sentimento após tantos anos. Tudo o que existia dentro dele, quando a menina-mulher rodopiava no salão, era o vazio. O vazio o acompanhou por toda a vida, e ele derramava litros de vazio no coração da menina, em cada dança, em cada volta, em cada sorriso de 360º.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina queria brigar com a mulher que dançava, vamos, convide-o mais uma vez, ele já terá esquecido. A mulher sabia que ele nunca esqueceria. A menina insistia, e a menina fez a mulher chorar por muitas vezes, por muitas danças. Mas a mulher não cedia. A mulher silenciou a menina. E não adiantava ela berrar, chorar, gritar, implorar pelas desculpas. Nem a mulher, nem o menino estavam mais interessados em desculpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOCÊ NÃO PODE DANÇAR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem sempre soube disso. O menino não precisava saber. O menino não estava mais lá. Adormeceu, talvez para sempre, antes de ouvir a menina gritar. Adormeceu quando o homem de uma perna só acordou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a certeza de que nunca poderia dançar. E pôde viver bem com essa verdade. Porque sua vida tinha tudo para ser um filme. Mas a impressão é de que tinha sido apenas um sonho...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-5978989377644167171?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/5978989377644167171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=5978989377644167171&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/5978989377644167171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/5978989377644167171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/10/o-dancarino-de-uma-perna-so-final.html' title='O dançarino de uma perna só (final)'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-6081221794741173403</id><published>2009-09-29T12:35:00.002-03:00</published><updated>2009-09-29T12:42:45.380-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lá e de volta outra vez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desabafo'/><title type='text'>I am so sorry...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu ando ausente de postagens, de comentários, de tudo. Tô mais on no twitter, e quem me acompanha, percebe que alguns sentimentos não estão fáceis de lidar. Não está nada fácil de lidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não consigo mais escrever, e isso me deixa perturbada, afinal, eu ADORO escrever. Não consigo comentar nos blogs que eu tanto gosto, e por isso também peço desculpas. Peço desculpas se deixei na expectativa, peço desculpas por não estar tão presente por aqui, e saibam, essas desculpas são muito mais internas do que externas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, por enquanto, eu decidi... deixar assim. Quando eu conseguir de novo, eu volto. Se eu conseguir voltar. Isso definitivamente não é um abandono de blog. É só um tempo, que eu prefiro lutar contra tudo o que eu sinto internamente, e não expor mais nada pra ninguém. Quando eu estiver curada disso, aí eu volto. Não vai demorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://caiofernandoabreu.tumblr.com/post/166008872/vai-passar" target="_blank"&gt;Vai passar rápido&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-6081221794741173403?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/6081221794741173403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=6081221794741173403&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/6081221794741173403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/6081221794741173403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/09/i-am-so-sorry.html' title='I am so sorry...'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-8451948754911460272</id><published>2009-09-16T02:30:00.000-03:00</published><updated>2009-09-16T02:31:04.172-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sonhos'/><title type='text'>O dançarino de uma perna só (2)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um garoto e uma garota estão sentados na calçada em uma tarde ensolarada. O céu já está com aquela cor alaranjada, e logo eles terão de se separar, cada um pra sua casa, porque é hora de jantar, e pai e mãe ficam bravos quando a demora aumenta. A menina se levanta, ensaia um bailado, e estende a mão para o menino, convidando-o a se levantar e juntar-se a ela. Roteiro de filme, com certeza. Só não é um filme, porque o menino não levanta. Ele deixa a menina com a mão estendida e a lembra de uma coisa que é óbvia para quem o conhece: "eu não posso dançar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele recolhe a muleta, faz um esforço já comum à sua única perna. Fica em pé, encara a menina nos olhos e diz novamente "eu não posso dançar". Ela é insistente, ainda está com a mão estendida. O garoto só vira as costas e vai para casa. A menina, deixada para trás, finalmente cede, deixa a mão cair ao lado do corpo, abaixa o olhar e vai embora também. Ele vai dançar, ela sabe que vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino que sonhava em ser dançarino já não sonha mais. Sua única alegria é ver a menina dançar, e ironicamente, essa é sua maior tristeza também. O professor de dança da menina quase riu quando o menino disse que também queria aprender a dançar. A sutileza passou longe quando ele apontou para o vazio e deixou solta no ar a frase que todo mundo pensava, mas não dizia para o garoto: "tá faltando alguma coisa aí pra você dançar, não?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, faltava. Faltava o mundo entender que não se destroi sonhos por causa de uma perna a mais ou a menos. Faltava as pessoas se desafiarem, assim como fez o menino, e desafiarem as velhas ideias, e se atreverem a pensar em um bailarino de uma perna só. Faltava ela criar coragem e ajudá-lo. Ela criou. Mas ele perdeu a coragem que tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/SrB3oWlgtiI/AAAAAAAABwY/HokHWEEJmjM/s1600-h/dan%C3%A7acomigo.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 234px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/SrB3oWlgtiI/AAAAAAAABwY/HokHWEEJmjM/s320/dan%C3%A7acomigo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381933089849128482" /&gt;&lt;/a&gt;Agora ela passava todas as tardes com ele. Às vezes sentavam na rua e contavam quantas pernas passavam em frente à casa dele, às vezes ela dançava e ele observava, até ela estender a mão e a cena se repetir. Inevitavelmente, ele dizia a mesma coisa. "Eu não posso dançar". Vira de costas. Vai embora. Às vezes ela ficava sentada na calçada, e ele demonstrava como tinha facilidade para fazer as mesmas coisas que as pessoas de duas pernas tinham. Nessa hora ele se sentia encorajado a tentar novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vinha à mente o professor, e "tá faltando alguma coisa aí pra você dançar, não?". E então ele virava e ia embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi numa dessas demonstrações que a menina o desafiou. Ele estava pulando amarelinha com a menina, ela parou de pular e o desafiou. Ela só queria uma coisa, apenas uma coisa, uma pequena demonstração de que o menino de uma perna só poderia ser melhor do que a menina de duas pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dança comigo. Só uma vez."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele parou de pular e olhou nos olhos da menina. Os olhos dela dançavam em torno dos seus. A tarde não era ensolarada, mas era um cinza acolhedor. Uma rua silenciosa, raridade para uma tarde de julho. Ela repetiu as palavras mágicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dança comigo. Só uma vez."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estendeu a mão para o menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez, a mão dela não ficou sozinha no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;[continua...]&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-8451948754911460272?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/8451948754911460272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=8451948754911460272&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/8451948754911460272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/8451948754911460272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/09/o-dancarino-de-uma-perna-so-2.html' title='O dançarino de uma perna só (2)'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/SrB3oWlgtiI/AAAAAAAABwY/HokHWEEJmjM/s72-c/dan%C3%A7acomigo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-7493345056761827641</id><published>2009-09-09T01:12:00.004-03:00</published><updated>2009-09-09T01:41:52.412-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sonhos'/><title type='text'>O dançarino de uma perna só (1)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um garoto sonha em ser dançarino quando crescer. Parece até roteiro de filme, a família não apoia, os vizinhos acham estranho, o menino vive a dançar em qualquer lugar que se apresente uma plateia. Roteiro de filme, com certeza. Se, e somente se, o menino não fosse perneta. Ainda criança, teve uma perna amputada por um acidente na rua. A família alegava negligência médica, mas também não correu atrás dos seus direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E engraçado é que o sonho do menino de ser dançarino começou muito depois dele sofrer o acidente. Quando ainda tinha as pernas boas, ele não pensava muito no que queria ser, mas tinha que ser alguma coisa com o mar. Mergulhador, marinheiro, pescador, salva-vidas. Ele gostava muito do mar, e queria trabalhar olhando pra imensidão azul, todos os dias. E então veio o acidente, e ele sabia que ainda poderia viver no mar, mesmo sem uma perna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/SqcxJRp90aI/AAAAAAAABwQ/jG0ip69fIPg/s1600-h/pointecyntis.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 155px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/SqcxJRp90aI/AAAAAAAABwQ/jG0ip69fIPg/s320/pointecyntis.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379322315345351074" /&gt;&lt;/a&gt;Aí ele viu uma menina dançando. Na rua, um dia, era noite, ela voltava de algum curso ou concurso de dança, e estava acompanhada de seus pais. Dava para ver a animação no rosto da menina, contando cada um dos passos que efetuara, e como todos admiraram, e ela repetia os passos pela rua. Dançava leve, como que flutuava no ar. Seus cabelos subiam e desciam, pareciam acompanhar os braços e pernas e corpo que se lançava e voltava ao chão com graça. E ela girava, e girava, e girava, e girava, e parecia que o planeta obedecia aos seus giros graciosos, e acompanhava seu dançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa hora o menino decidiu: eu vou ser dançarino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece óbvio que, pela falta da perna, a família deveria cortar esse sonho desde o princípio. Ele dividiu esse sonho primeiro com a mãe. O apoio foi total e irrestrito. A mãe dividiu com ele sua imaginação, que já via o filho em um palco iluminado de grandes teatros da cidade, quiçá fazendo turnês pelo mundo. Primeira providência seria uma escola de dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai chiou um pouco, o fez lembrar da perna inexistente, o menino nem quis saber. Disse que seria um dançarino, e que o pai teria que ajudá-lo. Os irmãos naquele ar blasé de "whatever" não fizeram nem zombaria, nem piadinhas com as quais ele estava acostumado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino que queria ser dançarino aguardava todas as noites, ansiosamente, pela menina dançarina. Ela reapareceu na rua somente um mês depois, da mesma forma que a vez anterior: dançarina, a pular, a sorrir, a deixar o ar em volta mais leve. Eles já haviam passado do seu portão, quando ele gritou "hey, menina!". Ela ainda voltava de um pulo no ar, e ele gritou de novo "menina!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela parou e olhou pra trás, e viu o menino apoiado no portão de sua casa, muleta encostada em um canto do quintal. Olhou para os pais, que consentiram com um olhar que ela voltasse para mais perto do garoto. Ele sorriu quando ela chegou perto, e lhe disse "eu serei dançarino".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela nada disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele repetiu: "quando eu crescer, eu vou ser dançarino".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela lançou-lhe um sorriso, um lindo sorriso de olhar. Deu uma pirueta, deixando os cabelos bailando no giro, e foi, pulando, animada, voltando para perto dos pais. Ainda ouviu o grito de felicidade do garoto "eu vou ser dançarino", mas não ouviu a sua primeira tentativa frustrada de girar o corpo em volta da única perna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto caiu. E não chorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;[continua...]&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-7493345056761827641?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/7493345056761827641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=7493345056761827641&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/7493345056761827641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/7493345056761827641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/09/o-dancarino-de-uma-perna-so-1.html' title='O dançarino de uma perna só (1)'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/SqcxJRp90aI/AAAAAAAABwQ/jG0ip69fIPg/s72-c/pointecyntis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-6295105266717309919</id><published>2009-09-07T20:08:00.002-03:00</published><updated>2009-09-07T22:16:25.397-03:00</updated><title type='text'>Tão fácil</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando você olha pra um casal de amigos, tudo parece fácil. Quando você olha pro seu irmão que nunca quis casar, e de repente encontrou o amor da sua vida, e agora vai aumentar a família, tudo parece fácil. Quando você vê aquele amigo que foi conseguindo crescer na empresa passo a passo, tudo parece fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É chato quando tudo parece fácil para os outros, e para você parece tão difícil. Arrumar um bom emprego, descobrir a profissão dos seus sonhos, ser feliz no trabalho, ter muitos amigos, se dar bem com a família. Parece que pros outros é simplesmente... fácil. E você sofrendo a cada Natal, a cada mudança de emprego, a cada vestibular prestado, a cada novo conhecido que você agrega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo parece muito difícil. Viver parece difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então você encontra. O emprego que parece ter sido feito para você, o amigo instantâneo e perfeito como aquele miojo sabor galinha caipira [que tem sabor de qualquer coisa, menos de galinha caipira], na hora que você tanto precisa. Um dia você chega em casa com cara de cu e sua família te recebe com um abraço, sem nada questionar, e ainda te faz pipoca e chocolate quente. E você conhece aquela pessoa com quem tudo parece tão fácil, o entendimento, as risadas, a intimidade... até o silêncio parece fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí você, neurótico ou neurótica que é, pensa "tá tudo tão fácil, aconteceu alguma coisa". E não aceitamos a facilidade e a simplicidade da vida por medo. Medo de que as coisas não sejam assim tão fáceis. Medo de aceitar alguém novo na nossa vida. Medo da decepção, das lágrimas, do sofrimento, das noites solitárias, medo do chocolate frio ou do abraço vazio no travesseiro. Por medo, deixamos que as coisas fáceis se transformem em coisas difíceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por medo, deixamos de amar as coisas fáceis e passamos a idolatrar as difíceis. Passamos a considerar o difícil mais confortável, mais cômodo, mais de acordo com o que merecemos, sem nem saber que tudo é realmente tão fácil e tão simples, e que o nosso medo é que complica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil amar, fácil aceitar sua família, fácil fazer novos amigos, fácil gostar do seu emprego, ou procurar um emprego que você gosta. O primeiro passo é acreditar. Se você acredita, o segundo passo, que é correr atrás daquilo que você quer, se torna tão simples e prazeroso, que quando você conseguir, você vai falar para aqueles que perguntarem: "até que não foi tão difícil. Eu apenas simplifiquei o que parecia impossível".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é isso, você tem simplificado coisas que antes, para mim, pareciam impossíveis. Simplificou o gostar, e gostar é apenas isso. Eu gosto. Não posso fazer muita coisa contra isso, o máximo que eu posso fazer é gostar. Goste você de volta ou não. É simples, eu continuarei gostando. Talvez de um jeito diferente, mas simples, do jeito que você me mostrou que pode ser simples. Simplesmente gostar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada muito além nem muito mais complicado que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=q4ULfoqJL3o" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;"'Cause when I'm with you, it seems so easy..."&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-6295105266717309919?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/6295105266717309919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=6295105266717309919&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/6295105266717309919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/6295105266717309919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/09/tao-facil.html' title='Tão fácil'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-1656475417858202645</id><published>2009-08-29T01:30:00.006-03:00</published><updated>2009-08-29T02:11:43.798-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='insônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nós'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neuras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desabafo'/><title type='text'>Textos proibidos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tinha um caderno com a capa de borracha preta. Ele era espiral, não era lá muito prático pra escrever quando o espiral estava do lado esquerdo, mas e daí? Não era isso que fazia o caderno algo especial. O que fazia daquele caderno, O CADERNO, eram seus textos proibidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa parecia certa, todo mundo tinha seus pensamentos mais escondidos, que dava uma certa vergonha, ou talvez medo de mostrar aos outros. Esses pensamentos eram todos colocados no caderno de capa de borracha preta. Era um ciúme desse caderno, porque quem encontrasse o caderno, encontraria sentimentos escondidos, que tinha receio de assumir até mesmo pra si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/Spi3sxfokaI/AAAAAAAABwI/A5mg3Symvds/s1600-h/escrever.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 176px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/Spi3sxfokaI/AAAAAAAABwI/A5mg3Symvds/s320/escrever.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375248135094833570" /&gt;&lt;/a&gt;Às vezes não são nem sentimentos, o que o caderno de capa de borracha preta esconde é uma personalidade estranha, não reconhecível no espelho, alguém com medo demais de viver. Alguém com medo de decepcionar a si e aos outros, medo de ser feliz demais e não merecer. Medo que as profecias se realizem, que acabe se tornando um ser... que apenas é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As páginas do caderno mudavam de humor conforme seu próprio humor mudava. Alguns dias você encontrava textos felizes, cheios de luz, de flores, de perfumes, de abraços e de sorrisos. Outros dias, no entanto, você encontraria marcas de lágrimas, dor e cansaço. O cansaço, aliás, parecia entrar disfarçado também nas páginas felizes. No meio dos sorrisos, alguma lágrima teimava em aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é porque tudo era apenas tristeza. As lágrimas e o cansaço estavam lá porque no fundo, cansou de carregar esses textos proibidos pra cima e pra baixo. Queria gritar ao mundo algumas das verdades que prendia com letras apressadas nas folhas do caderno de capa de borracha preta. Queria rasgar aquelas folhas e picotá-las, soltar cada ideia ao vento, deixá-las livres para quem tivesse a coragem e a vontade de recolhê-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, queria que viver sem questionamentos deixasse de ser proibido. E então não seriam mais necessários cadernos espirais de capa de borracha preta. E a história passaria a ser apenas vivida, e não mais escrita. Nem de verdade e nem de mentira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-1656475417858202645?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/1656475417858202645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=1656475417858202645&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/1656475417858202645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/1656475417858202645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/08/textos-proibidos.html' title='Textos proibidos'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/Spi3sxfokaI/AAAAAAAABwI/A5mg3Symvds/s72-c/escrever.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-2634881062948397253</id><published>2009-08-19T00:08:00.004-03:00</published><updated>2009-08-19T00:38:53.183-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='recados pessoais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neuras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza do jeca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desabafo'/><title type='text'>Pessoa Errada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando eu pensei em escrever essas poucas palavras, sim, eu lembrei daquele &lt;a href="http://www.callseven.com.br/poemas/2007/09/a-pessoa-errada.html" target="_blank"&gt;texto bostinha&lt;/a&gt; que o povo insiste em mandar por email como sendo de autoria do Luis Fernando Verissimo. Olha, eu me atiro na fogueira se ele tiver escrito um texto tão idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei do texto, mas não é só por conta do que ele diz que eu me considero uma pessoa errada. Vai um pouco além disso. Eu sempre digo que eu sou um pouco desequilibrada e tals, mas também não é essa a pegada. Eu sou aquela que, mais dia menos dia, vai te decepcionar de alguma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vai confiar em mim e então eu vou desmerecer sua confiança. Você vai me procurar cheio(a) de cuti-cuti e nhém-nhém-nhém, e eu vou ser grossa de um jeito que só eu sei. Você vai me esperar e eu não vou chegar. Você vai estender a mão em busca de apoio e eu vou passar reto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não pense você que eu só sei ser uma amiga má. Não, eu sou uma ótima pessoa, quando eu estou no meu lado bom. Eu vou falar aquilo que você precisa ouvir, e apenas na hora que você pedir para eu falar. Eu vou até o fim do mundo se você estiver sofrendo, só pra buscar o remédio pra sua dor. Quando você estiver passando por um momento difícil, meu celular ficará à disposição para você me ligar a hora que precisar. A hora que você precisar, independente de eu estar dormindo ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que eu tenho os prós e contras, e eu não sei lidar com eles. Eu tenho esse problema de sempre, sempre, SEMPRE magoar, chatear, decepcionar, whatever... as pessoas que eu amo e aí eu fico me torturando e dormindo mal porque eu sempre acho que um pedido de desculpas sincero basta, mas às vezes as pessoas querem mais que desculpas, querem que eu MUDE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, alguém que passou pela minha vida queria isso também. Well, where is he now?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não quer dizer que eu não me esforce nem um pouco pra deixar de ser essa grosseirona que fala tudo o que lhe vem à cabeça na hora que bem entende. Não quer dizer que eu não faça um esforço descomunal para dar a devida prioridade a todas as pessoas da minha vida, sem considerar ordem de necessidade ou coisa do tipo. Se eu pudesse, eu estaria junto de todas as pessoas que eu amo a todo momento, sempre e sempre. Mas infelizmente, ou felizmente para o mundo, eu sou uma só. E não dá, realmente eu não sei definir quem ou o que é mais importante de cuidar no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como não consigo, não consigo mesmo, me controlar quando a estupidez aflora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já briguei com meus amigos por coisas realmente estúpidas, a maioria esmagadora de coisas estúpidas que eu fiz. Eu sei que eu sempre digo que vou ser uma pessoa melhor, que isso não vai mais acontecer, que foi "um momento", que passou, que blá... e acabo voltando e fazendo a mesma idiotice de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não espero que as pessoas me entendam e façam mimimi pra mim. Não espero que elas me perdoem todas as vezes que eu magoá-las. Não espero muita coisa das pessoas, mesmo. Só espero que elas entendam, que elas saibam, que eu sei, e que dou toda a razão do mundo para elas, sempre, sempre mesmo. Porque eu sempre tenho consciência de quando estou errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, sendo uma pessoa eternamente errada, eu espero não perdê-las apenas pelas coisas estúpidas que eu faço, falo, escrevo ou penso. E eu espero que, se meus erros são realmente tão maiores que os meus acertos, pra me avisar. Eu me afasto quando vejo que não faço bem ou que não sou bem-vinda. Eu me afasto quando vejo que isso é o melhor que eu tenho a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me afasto porque, como uma pessoa toda errada, é o que eu sei fazer de melhor. Afastar-me e afastar as pessoas de mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-2634881062948397253?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/2634881062948397253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=2634881062948397253&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/2634881062948397253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/2634881062948397253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/08/pessoa-errada.html' title='Pessoa Errada'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-3898444760334592296</id><published>2009-08-18T00:13:00.005-03:00</published><updated>2009-08-18T01:03:59.308-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vontades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='confesso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verborragia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desabafo'/><title type='text'>Fones de ouvido, esse desconhecido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olha, eu tinha um post muito mais útil do que esse, pelo menos para os meus relacionamentos pessoais, sabe? Uma coisa que ficou martelando a minha cabeça desde domingo de manhã até agora. Mas não. Tem uma utilidade pública que eu gostaria de trazer à mesa, e acho que muitos irão concordar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senão concordar, ao menos se condoer por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como muitos sabem, eu trabalho com atendimento ao público em uma empresa pública federal. Alguns mais íntimos ainda sabem que o setor que eu trabalho precisa de uma concentração assim, meio que extra plus advanced grande, porque olha, eu já tive prejuízos por causa de falta de atenção. E não foi POUCO prejuízo não. Mas olha, aonde eu trabalho, como tem muita gente conversando e pans, eu meio que treinei a minha mente pra abstrair desse zumzumzum, sabe aquele barulho chato de quando tem MUITA gente falando ao mesmo tempo? Pois é, desse barulho eu abstraio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, olha, não tem coisas mais pavorosas, mais irritantes, mais que me tira do sério, mais que me dá uma vontade tão grande de trazer Herodes e Hitler de volta do inferno... quanto criança chorona e celular na mão de pobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criança chorona, infelizmente, não tem muito o que fazer. Vai do bom senso da infeliz que botou a criatura na face da terra. Lá NÃO É LUGAR de criança. Lá, aliás, já não é lugar de muita gente que está lá... imagina de criança. Acho sinceramente que meu horror de criança começou depois que eu comecei a trabalhar lá. O melhor são as mães infelizes que joga a criança na minha mesa, e quando a criança começa a mexer em tudo, eu disse TUDO que ela consegue por a mão, a mãe só fala "hihihi, para, a tia vai brigar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha... TIA É O CARALHO! Que se fosse da minha família ia aprender rapidinho a ter educação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas parece que sei lá, criança chorona chega uma hora que cansa. Pobre não cansa NUNCA. E parece que a bateria do celular dessa gente idiota não acaba. Meu celular, se eu apertar o botão pra ver a hora, a bateria acaba. O dessa gente, toca todos os pagodes no naipe "lá vem o negão", e a bateria tá lá, firme e forte. Olha, ainda se eles tivessem um gosto musical um pouco apurado... nããão! NÃO! Não peça isso dessa gente. Pode ter certeza, o cara que ouve música no celular sem fone de ouvido nunca, eu disse NUNCA terá um gosto musical digno. NUNCA! Esquece essa possibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá uma vontade tão grande de banir essa raça dos infernos! Sabe... não sou uma pessoa a favor da violência. Não mesmo, sou pacífica. Mas a vontade de espancar, de fazer sofrer miseravelmente, de fazer a pessoa sentir toda a dor que seja possível neste mundo... a vontade é tão grande, que olha, Serra, fikadika.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquece essa parada de cigarro. Cigarro chega a fazer bem pra saúde. O que você deveria lançar aí é a doação de fones de ouvido. E se neguinho continuasse ouvindo música de gosto duvidoso em locais públicos, nós, pessoas pacíficas e que só querem ver a paz no mundo, ganhamos o direito de espancar até cansar, sem interferência de nenhum tipo de ONG de proteção aos animais ou coisa do tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coitado dos animais, são tão educadinhos comparados com essa gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só um desabafo, sabe? Porque, olha, eu PRECISO de concentração. Não tem a menor condição do seromano se concentrar com um show de rap ou funk ou o caralho a quatro no ouvido. Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fikadika? Fone de ouvido pra eternidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-3898444760334592296?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/3898444760334592296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=3898444760334592296&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/3898444760334592296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/3898444760334592296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/08/fones-de-ouvido-esse-desconhecido.html' title='Fones de ouvido, esse desconhecido'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-5359529037332261944</id><published>2009-08-13T01:15:00.000-03:00</published><updated>2009-08-13T01:20:17.787-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='insônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homens x mulheres'/><title type='text'>Quando você sambalança...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles se conheceram numa pista de dança, o que no mínimo queria dizer que os dois sabiam dançar. Bom, era escuro, tinha aquelas fumaças que toda balada tem, tinha MUITA gente em volta, então não se percebia se os dois realmente sabiam dançar. Além disso tudo, era música eletrônica, o tipo de música que não exige muito de quem quer se soltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela gostou do que viu, e já foi chegando dançando mais pra perto. Ele gostou da bunda dela rebolando por perto, e foi se chegando mais, até que os dois estavam com o rosto bem próximo. E como acontece na maioria das baladas de jovens hoje em dia, eles nem se falaram nada e se beijaram. Dançando, ao ritmo da música. Como era música eletrônica, o beijo tava mais pra arranca-língua do que pra eu-sei-que-vou-te-amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hora que a música acabou e as línguas se soltaram, eles riram, meio sem jeito, e então se apresentaram. Meu nome é fulano, ah, eu sou a ciclana. Não importa, o cenário mudaria pouco se fosse com você. Então ela afasta ele da pista de dança, encostam no balcão, ela pede refrigerante, ele pede uma cerveja. Ela já não gosta muito "ih, ele bebe cerveja", ele menos ainda, "ai, que riponga". Mas mesmo assim, eles insistem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia-a-dia frenético das grandes cidades nos pede um porto seguro, e quando a oportunidade surge, você também não desistiria fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ela pergunta pra ele se ele tá sempre por ali, e ele diz que sim, quase toda semana. Ela já se anima e diz "ah, então você gosta de dançar?" e ele pensa em todo o seu desengonço, seu jeito esquisito de se lançar na pista, pensa nas várias tentativas falhas de dar ritmo ao seu corpo. Ele imagina as várias vezes que recusou festinhas na adolescência, porque todo mundo ia dançar e ele nem sabia se mexer direito. Ele pensou no trabalho que daria namorar uma guria que dança muito, que adora dançar e que iria arrastá-lo até pra gafieira, pra ficar jogando-a pro alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele já cogitou a possibilidade da menina ser uma contratada da ex-namorada, a que adorava sambalançar. Ela queria fazê-lo passar pelo mesmo ridículo da última vez em que se viram, fatídico forró dos infernos, que o fez tropeçar no meio do giro e cair arrastando mesa e cadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hey, tô falando contigo. Tu gosta de dançar então?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não", e sai com a cerveja pra outra caça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina, largada no balcão com o refrigerante, só pensa "bom, um a menos pra eu fingir que sou comportadinha e gosto de dançar". E pede pro garçom uma dose caprichada de vodka. Sem energético. Que ela não queria mais ficar na pista pulando pra nada. Aparentemente só ia achar gente doida ali. Melhor ficar no bar e pegar um bêbado mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando encostou no balcão, bem ali perto, um rapaz jovem, com um copo de whisky na mão. Ela gostou do que viu, e já chegou matando a vodka do lado dele...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-5359529037332261944?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/5359529037332261944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=5359529037332261944&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/5359529037332261944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/5359529037332261944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/08/quando-voce-sambalanca.html' title='Quando você sambalança...'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-3867039745972258012</id><published>2009-08-12T00:57:00.003-03:00</published><updated>2009-08-12T01:19:15.046-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='confesso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sem assunto'/><title type='text'>Estou pensando em casamento, mas não quero me casar...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olha, fikadika: não se apaixone. Tudo complica e tudo descomplica quando isso acontece. Então, como boa amiga que sou, já adianto: NÃO se apaixone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quando você sabe que não vai dar em nada, que você nunca vai falar nada, e que ele [ou ela, se você for mocinho... ou se você curtir a parada, né, amiga?] definitivamente NUNCA vai chegar e falar nada. Ou porque ele(a) não sente nada, ou porque tem vergonha, ou simplesmente porque... nem tá afim de falar. Bom, é uma merda, é só o que eu te digo, então, tenta, de verdade, se manter longe desse sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, Aninha, já era, e agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom... e agora você tem dois caminhos a seguir. Você pode sofrer muito, mas muito mesmo, se martirizar pelo fato de que ele às vezes parece não estar nem aí pra você. Você pode sofrer com o fato de que vocês nunca terão uma chance, seja por qualquer um dos motivos acima citados. Pode sofrer porque amar é doer e enfim, você TEM essa opção de sofrer. É sério. Porém, você tem uma outra opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opção de levar de boa. De encarar os fatos e ver que você também tem direito a sentir o frio na barriga, de sentir um aperto no peito, uma agonia de saudade, uma vontade de ficar junto seja como, onde e quando for. E ver que isso nem é tão ruim, são sentimentos, são sensações que afetam a todo mundo, de maneiras e intensidades diferentes. E você tem o direito de ter essas sensações, sem que elas te machuquem. Porque não é simplesmente o fato de você estar apaixonado que vai transformar você em um sofredor ou uma sofredora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. É tudo opcional. Você pode optar por ficar apenas com a parte feliz da paixão. Aquela que te levanta da cama com um sorriso, que te faz encarar um dia de trabalho sem tanto rancor, que te dá inspiração para escrever coisas boas, que te faz abraçar os amigos com mais vontade. Você pode optar por ficar com a parte que vai te fazer ficar mais bonita, mais vistosa, mais... feliz! E quem não quer se aproximar de gente feliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você opta pela parte FELIZ da paixão, você tem mais chances de que ele se apaixone por você também, sabe? E você tem muito mais chances de se apaixonar pela vida. Coisa que pra mim é muito difícil mesmo, mas olha, tô tentando. Tô realmente tentando e me deixando levar, porque de boa, EU MEREÇO. Mereço mesmo. Mereço mais do que muita gente que eu conheço, e não vou ser humilde não. Eu encarei anos na clausura, mas olha, cansei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canseeeei mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então olha, vocês não sabem. Bom, ele não sabe. Mas eu tô me deixando levar. Pode até ser que mais pra frente eu vou chorar, sofrer, me espernear, porque afinal, eu sou eu, e minha vida é um drama mexicano. Estou optando por isso. Podem me dizer mais tarde que "eu avisei", podem, eu juro que deixo. Eu só queria desabafar isso porque olha, ficar rindo à toa no trampo e na rua, e não poder falar pra ninguém que EU OPTEI POR ISSO, é difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então digo a vocês. Eu optei por dar abertura para que a paixão tente me dominar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;[e o título, veio desse vídeo aí embaixo. Como eu não manjo de deixar só a música rolando, peguei um vídeo qualquer no YouTube, só pra vocês saberem que não, eu nem quero casar... só acho essa música fofa!]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="445" height="364"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lVP1O0qGpI0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xcc2550&amp;amp;color2=0xe87a9f&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/lVP1O0qGpI0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xcc2550&amp;amp;color2=0xe87a9f&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-3867039745972258012?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/3867039745972258012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=3867039745972258012&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/3867039745972258012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/3867039745972258012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/08/estou-pensando-em-casamento-mas-nao.html' title='Estou pensando em casamento, mas não quero me casar...'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-1991748850015941411</id><published>2009-08-07T08:30:00.001-03:00</published><updated>2009-08-07T08:34:27.551-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vontades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inspirações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sem assunto'/><title type='text'>Pena</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tinha nenhuma intenção em mente, nada de diferente na cabeça quando entrei no bar e sentei no balcão. A única coisa que me afligia naquela hora era a sede, e eu queria uma cerveja gelada. Só isso. Não queria pensar na vida, lamentar a sorte [ou o azar] com o garçom, e menos ainda fazer amigos. Eu queria apenas e tão somente tomar uma cerveja gelada. Ou mais, se a ocasião pedisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu conheço minha cabeça e sei que ela não se contenta em receber uma dose de álcool e permanecer na dela, sem pensar, sem refletir, sem... interferir na minha vida. E então o garçom veio, e colocou a caneca trincando de gelada na minha frente, disse-me o tradicional "Saúde, garota", e foi tratar de seus outros afazeres, ou seja, de nada. Eu, tradicionalmente, ergui a caneca, brindei comigo mesma, e detonei a caneca em um único gole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele gelado indo goela abaixo, resfriando um corpo cansado de caminhar, deixou as coisas no lugar e me fez respirar, e olhar em volta. Olha em volta. O bar era o mesmo de sempre, o balcão o mesmo de sempre, o garçom o mesmo de sempre, a cerveja a mesma de sempre. Já os clientes mudaram. O horário, é claro, não permitia que o bar estivesse lotado [aquele bar, de fato, nunca estava lotado].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a usar aquele bar como uma metáfora pra minha vida. Era exatamente igual. Sempre vazio, às vezes aparecia um ou outro alcólatra, alguns acrescentavam um pouco de vida ao bar, mas no geral eles só permaneciam lá até se sentirem melhor. Quando estavam já de bom humor e nada os afligia, porta afora. Enfrentar o mundo, porque era isso que as pessoas vinham buscar no bar. Um pouco de alento e coragem, e então iam embora. Às vezes aparecia alguém como eu, que encontrava no bar uma semelhança, um algo a mais que coincidia e ficava. Mas, invariavelmente, eu também iria embora um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tinha show, porque sim, às vezes tinha música ao vivo [jazz and blues, por isso adorava aquele lugar], a casa lotava mais um pouco. Tudo parecia bem mágico, e tudo parecia completo, não faltava nada. Mas óbvio, o show acabava, e então as pessoas iam embora também. Aquele momento do show ficava marcada na mente de muita gente, inclusive do bar. Mas dificilmente iria se repetir. Para aquelas pessoas, daquele momento pelo menos. Porque daqui uns meses poderia haver outro show, e outras pessoas, e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ninguém ficava por muito tempo. Ninguém, apenas o garçom solitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se você fosse um frequentador assíduo, como eu... poderia até sentir um pouco de pena do garçom, mas saberia que ele mesmo não se importava muito. Ele está bem onde está.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-1991748850015941411?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/1991748850015941411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=1991748850015941411&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/1991748850015941411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/1991748850015941411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/08/pena.html' title='Pena'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-195822009193428481</id><published>2009-08-06T23:03:00.004-03:00</published><updated>2009-08-06T23:14:54.655-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verborragia'/><title type='text'>Não aguento mais...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouvir falar de gripe suína, fora Sarney, A Fazenda, hare baba. O meu emprego, depender de dinheiro, a faculdade, a preguiça. Solidão, essa vontade de comer, comer, comer, mesmo quando não estou com fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse sentimento de obrigação de me sentir informada. E esse vazio que fica quando não leio o jornal do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mudança de clima, pegar ônibus e metrô pra ter que ir pra qualquer lugar do mundo, não poder contar com minha família em coisas pequenas. Ser acomodada. Usar a bebida como válvula de escape.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter essa vontade de escrever e não conseguir. Comprometer-me com projetos que eu sei, desde o começo, que mais dia, menos dia, eu irei abandonar. Usar as compras como válvula de escape. Saber que enquanto eu continuar sendo julgada pela minha aparência, vai ser sempre assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ter certeza de sentimentos, ter medo de sentir, ter medo de assumir. A saudade, o medo, o ciúme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter tanta coisa pesando no peito, e no entanto continuar sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que as pessoas continuem esperando um sorriso de mim. Mas mesmo assim, eu vou sorrir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-195822009193428481?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/195822009193428481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=195822009193428481&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/195822009193428481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/195822009193428481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/08/nao-aguento-mais.html' title='Não aguento mais...'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-5334804383402752681</id><published>2009-07-29T22:50:00.001-03:00</published><updated>2009-07-29T22:52:28.830-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notas de família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><title type='text'>Só</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando eu era pequena, apesar de ter nascido em uma família grande [pra média paulistana, somos em seis pessoas na família], sempre fui muito sozinha. E isso nem é desculpa ou explicação para a minha personalidade hoje, é apenas uma constatação que já naqueles tempos eu tinha. Fui a quarta e última filha a nascer nesta casa, e, como caçula, deveria ter sido muito, mas muito mimada. Bom, não foi o que aconteceu. É mais ou menos o que acontece hoje em dia, mas não foi o que aconteceu na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da diferença de idade entre eu e meus irmãos ser insignificante [em ordem decrescente, as idades são 31, 28, 27 e eu, com 25 anos], sempre me senti muito mais nova que todos eles, e, talvez por isso, me sentia tão isolada. Meus irmãos, isso no meu entendimento, sempre se deram bem entre eles, e eu era... eu. Na escola ou na igreja, eles conversavam em público entre si. Comigo, no entanto, era raríssimo, raríssimo mesmo eles falarem. Lembro que quando comecei a frequentar a missa no horário dos jovens [ainda tem isso hoje em dia? Missa das crianças, dos jovens, blá blá blá?], meus irmãos já tinham seu grupo de amigos e tals, e eu não tinha amigo nenhum. Ficava a missa inteira sozinha, até a hora de ir embora quando, invariavelmente, eu esperava por um deles na esquina, um pouco distante da igreja, para ir junto com eles, pois minha mãe não gostava que eu fosse pra casa sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, meu irmão mais velho veio falar comigo no final da missa [claro que não me lembro sobre o que, mas enfim, veio falar alguma coisa], e um amigo dele, que estava por perto, falou mais ou menos assim: “caramba, Theo, você tem mais uma irmã? Pensei que era só o Tiago e a Néia”. Pois é. Ninguém nem sabia que eles tinham mais uma irmã. Por aí dá pra imaginar mais ou menos como era meu relacionamento com meus irmãos no mundo fora de casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de casa também não era muito diferente. Enquanto ouço amigos me falando que brincavam com os irmãos, ou que brincam com os irmãos mais novos, e que tem uma puta amizade entre os irmãos e tals, eu não posso dizer nada disso. Também não posso falar “olha, eu e meus irmãos nem nos falamos”. Mas não posso dizer também que somos amigos. Das coisas que me doem dizer sobre a minha família, essa parte dos meus irmãos machuca bem fundo, porque sei lá, né, falar com seus irmãos simplesmente porque eles são seus irmãos é complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anyway, eu sempre brinquei muito sozinha. Então eu brincava com meus bichos de pelúcia [que eu sempre adorei, e adoro até hoje], com minhas bonecas, conversava com meus brinquedos como se eles fossem meus amigos. Zoado, né? Eu sei, eu também acho, e acho que essa é só mais uma parte da minha vida que os psicólogos iriam adorar saber. Eu gostava de brincar de karaokê [um dos brinquedos que eu mais gostei de ganhar foi o Meu 1º Gradiente, ainda existe?], gostava de brincar de ser atriz, mas o que eu mais gostava mesmo [saudade da infância] era de brincar de escolinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei vocês, mas a maioria das crianças que eu já vi brincando de escolinha, brincavam JUNTAS. Tipo, várias crianças eram os alunos, e um era o professor ou a professora, e pá, e eles revezavam. Eu, não. Eu brincava de escolinha sozinha. Quando ganhei uma lousinha [definitivamente, o brinquedo que eu mais gostei de ganhar na minha vida inteira], eu já devia ter uns... nove, dez anos. Bom, na minha época era normal brincar até os 14, 15 anos. Brincar, não fazer filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[mudo muito de assunto, preciso me focar]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu então tinha uma lousa, que ficava na lavanderia da casa, e brincava de escolinha, de manhã antes de ir pra escola de verdade, e de noite, até a hora que minha mãe mandava eu ir dormir. Como eu tinha muitos livros escolares em casa, eu os usava para “passar a lição” para os meus “alunos”. Então eu escrevia tuuuuudo na lousa, e esperava um tempo, quando meus “alunos” tinham acabado de copiar, eu explicava, apagava, e passava os exercícios para “eles”, depois corrigia tudo. Fazia chamada até, olha só!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, meio esquizofrênico assim mesmo, mas eu me divertia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anyway, porque eu estou contando isso mesmo? Sim, falava eu que sempre fui muito sozinha. Hoje eu tenho muitos amigos, muitos mesmo. Tá, talvez não MUITOS, mas tenho amigos o suficiente para ter uma vida boa. Não posso reclamar, por exemplo, de não ter com quem conversar, ou com quem sair e me divertir. Se eu não faço isso, e eu realmente evito muito fazer isso, é por um único e simples motivo: eu me acostumei à solidão. Claro que tem fases que eu surto, e quero muita gente perto de mim, e sair todo dia, e olha, até consigo conversar com estranhos e fazer amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, no geral, eu me sinto legal sozinha. Tem gente que diz pra mim que é porque eu nunca morei sozinha, que eu ia morrer de tédio e blá. Acredito que não. Até mesmo porque, morar sozinha é o sonho de uma vida. Eu gosto de sair e ver as pessoas, e de trocar ideias, e gosto dos meus amigos, aliás, AMO, porque eles são os irmãos que eu queria ter tido na infância. Eu gosto muito de tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que a conclusão a que eu chego é que, em dias como hoje, eu sou uma pessoa melhor sozinha. E isso me assusta muito, mas muito mesmo. Porque se tem uma coisa apenas que me assusta na ideia de morrer, é a ideia de morrer sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso sair desse marasmo em que eu me coloquei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-5334804383402752681?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/5334804383402752681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=5334804383402752681&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/5334804383402752681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/5334804383402752681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/07/so.html' title='Só'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-7773892768609133571</id><published>2009-07-28T00:03:00.003-03:00</published><updated>2009-07-28T00:12:00.234-03:00</updated><title type='text'>Amigos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tava assistindo tevê e tals, e passou aquela propaganda da Skol [que eu até tô gostando das últimas propagandas de cervejas nacionais, sabe? Acho que eles estão aprendendo com o mundo, que não é só mulher de biquini que toma cerveja]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, tava vendo a propaganda da Skol e... ué, vc ainda num viu? Aff, que atraso de vida! [na verdade, isso só pode significar que, diferente de mim, VOCÊ TEM vida própria]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="445" height="364"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3hQzskmQjQo&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3hQzskmQjQo&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTINUANDO...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tava aqui sem fazer nada, vendo essa propaganda, e lembrando de algumas conversas avulsas pelo mundo, e resolvi me questionar: é realmente impossível haver amizade entre homem e mulher? Qualquer amizade entre homem e mulher envolve o interesse emocional e/ou sexual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei por essa vida colecionando um punhado de amigos. Alguns deles eu descobri, depois de um tempo, que tinham interesse sexual em mim, ou que tinham qualquer outro interesse, ou que num tinham interesse nenhum, mas já que eu falei disso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a definição de amizade pra mim é meio incógnita, eu acho possível que um homem e uma mulher sejam amigos sem que eles tenham ou queiram se comer. Mas daí pode ser só a minha inocência e pans.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-7773892768609133571?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/7773892768609133571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=7773892768609133571&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/7773892768609133571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/7773892768609133571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/07/amigos.html' title='Amigos'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-4893783669131562237</id><published>2009-07-22T23:12:00.003-03:00</published><updated>2009-07-22T23:55:00.498-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neuras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sem assunto'/><title type='text'>Conversas inexistentes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sabe?&lt;br /&gt;- Não...&lt;br /&gt;- Bom, é assim. É como se tivesse um buraco bem pequenino dentro aqui... em algum ponto, aqui dentro, sabe?&lt;br /&gt;- Sei.&lt;br /&gt;- Aí você convive com ele, porque o buraco é tão pequenino que você nem percebe a existência dele. Buraco de agulha, coisa boba. Mas um dia você acorda e percebe que o buraco cresceu um pouquinho.&lt;br /&gt;- Alargou?&lt;br /&gt;- Não, ele cresceu. Esse negócio de alargar é o cu, nada a ver.&lt;br /&gt;- Sim, continue.&lt;br /&gt;- Mas enfim, o buraco cresceu, e você já percebe a existência dele, mas continua sem lhe dar bola, porque afinal, você tem coisas maiores e mais interessantes com que se preocupar. Uma decepçãozinha ali, outra aqui, e você vai jogando no buraco, para não ter que lidar com aquilo agora, né?&lt;br /&gt;- Então é como o buraco dos problemas?&lt;br /&gt;- Não era pra ser, mas acaba sendo, entende?&lt;br /&gt;- Sim, claro, é compreensível.&lt;br /&gt;- Daí que um dia, você vai procurar um problema antigo no buraco, porque agora você se sente pronto a lidar com esse problema, e ele já não te assusta mais tanto, mas aí ele cresceu DEMAIS. O buraco é muito maior do que você poderia imaginar, e agora ele domina um espaço muito grande e você não sabe o que fazer.&lt;br /&gt;- Humrum.&lt;br /&gt;- E então você encontra o problema com o qual você agora consegue lidar, mas olha, ele acabou se grudando a outros tantos que você jogou lá dentro, que ele agora é um problemão, como um mega combo de problemas. Sabe, tipo McDonald's?&lt;br /&gt;- Um kit de problemas?&lt;br /&gt;- É. Mas talvez eu esteja exagerando, porque na verdade não são problemas, são... sentimentos? Sentir é problema.&lt;br /&gt;- Ah, mas sentir qualquer coisa é problema?&lt;br /&gt;- Não qualquer coisa. Mas sentimentos que você negou e escondeu e sucateou no buraco, e acabaram fazendo o buraco crescer, e agora, é estranho né? Porque o buraco está cheio, mas ele te deixa um enorme vazio...&lt;br /&gt;- E esse vazio te incomoda?&lt;br /&gt;- Às vezes. Às vezes, a maior parte do tempo, não. O tempo todo eu estou rindo, conversando, me divertindo, mesmo quando eu estou trabalhando, eu me divirto. E nem lembro da existência do buraco. Mas às vezes, no meio do dia, eu lembro que ele está lá, crescendo cada vez mais, e isso me deixa angustiada. Aí eu fico triste, triste, sem motivo aparente, e as pessoas falam comigo e eu não vejo motivo para conversar com as pessoas, pois estou triste, o buraco está ali, e eu não posso fazer nada, ou NÃO SEI o que eu posso fazer para que ele desapareça.&lt;br /&gt;- Humrum.&lt;br /&gt;- E enfim, o buraco existe, eu sei que ele existe, eu ignoro a existência dele, mas quando ele me cutuca, como que dizendo "hey, eu não desapareci", tudo ao meu redor para de fazer sentido, eu me sinto perdida e sinto um cansaço enorme. Não sei o que fazer.&lt;br /&gt;- Humrum.&lt;br /&gt;- Mas sei que seria muito, muito melhor se você tivesse algo a me dizer que não fosse o simples "humrum".&lt;br /&gt;- Sabe? É que eu sou uma parte de você. Talvez uma parte do problema. Logo, se você não sabe como lidar com o problema, eu sei menos ainda.&lt;br /&gt;- Ah. É verdade, né. Blé. Isso que mais me irrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;[eu falo sozinha]&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-4893783669131562237?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/4893783669131562237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=4893783669131562237&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/4893783669131562237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/4893783669131562237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/07/conversas-inexistentes.html' title='Conversas inexistentes'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-2174204626240238591</id><published>2009-07-18T23:55:00.000-03:00</published><updated>2009-07-18T23:58:17.788-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='noite'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fracasso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dor'/><title type='text'>Estilhaços</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chega por hoje. Já é tarde, já passou da hora de você ir pra casa. Não tem mais ninguém na rua, só os vagabundos e os amantes de plantão. E você não é nem um e nem outro, apesar da garrafa na sua mão te condenar um pouco. Whisky vagabundo, se a polícia passa agora na rua certeza você iria em cana. Mas não tem com que se preocupar, porque nesse fim de mundo no qual você se enfiou, polícia nenhuma vai querer te prender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhar na madrugada é sempre uma aventura solitária, não dá pra você compartilhar isso com os amigos. São pensamentos, ideias, loucuras que vão se aninhando na mente e não te deixam em paz, esteja você em sã consciência ou não. A ideia de invadir uma dessas casas e repousar, por exemplo, não pareceu tão ruim depois do último gole. Mas o melhor é não arriscar, e você continua andando, aos tropeços, na direção que você acredita ser a certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/SmKLjRZC0vI/AAAAAAAABvw/ELFCHcgNk5E/s1600-h/escuro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/SmKLjRZC0vI/AAAAAAAABvw/ELFCHcgNk5E/s320/escuro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359999944604439282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Como posso seguir em frente, se não sei para que lado estou virado?*&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria essa a direção certa? É justamente aí, nessa rua escura, nessa cidade perdida, nesse lugar vazio, com essa garrafa vazia na mão, que você deve estar? Era isso que você imaginava para você quando criança? Ou você sonhava com o sucesso, o reconhecimento, muitos amigos, muitos amores, ou pelo menos UM amor? Sincero, verdadeiro, fiel, como todo amor de filme é? Você já não devia estar nadando na grana, sem preocupações com as contas do dia seguinte? Não era isso o que você esperava? Ser totalmente diferente de tudo o que o destino aparentemente iria lhe oferecer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então vem a fase da raiva, esqueça a melancolia, o fracasso se personificou em você, porque você deveria ser triste? O ódio sobe queimando cada veia, faz o coração bater mais forte, você precisa extravasar essa adrenalina e então, a força que te dominou por completo neste momento, te faz arremessar a garrafa vazia na árvore da esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O barulho da garrafa batendo contra a árvore corta a noite como uma navalha, e os estilhaços do vidro caindo no asfalto parecem fazer um eco no silêncio da rua. É como se uma bomba tivesse caído em um lugar de paz, e no entanto nenhuma alma viva sai para ver o que está acontecendo. Ninguém se importa, afinal, com a sua raiva, com a sua alegria, com a sua tristeza, com o que caralhos você possa estar sentindo agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então você senta no meio da rua e faz chover naquele pequeno pedaço de terra. Uma chuva de lágrimas que lamentam a indiferença que você mesmo se impôs. E que agora você pensa, como fazer para sair dela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;*a frase eu vi num livro que comecei a ler esses dias, e foi atribuída a John Lennon&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-2174204626240238591?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/2174204626240238591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=2174204626240238591&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/2174204626240238591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/2174204626240238591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/07/estilhacos.html' title='Estilhaços'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/SmKLjRZC0vI/AAAAAAAABvw/ELFCHcgNk5E/s72-c/escuro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-4285920474186809507</id><published>2009-07-17T01:22:00.001-03:00</published><updated>2009-07-17T01:24:25.893-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De quanto tempo você precisa para descobrir alguma coisa sobre você mesmo? Quanto tempo mais para confirmar essa coisa? E para aceitar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vida às vezes é pouco. Então o melhor é você acelerar seus pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aceitar ainda não é o último passo. Falta aprender a conviver com isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-4285920474186809507?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/4285920474186809507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=4285920474186809507&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/4285920474186809507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/4285920474186809507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/07/de-quanto-tempo-voce-precisa-para.html' title=''/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-1079826905988665661</id><published>2009-07-14T01:03:00.001-03:00</published><updated>2009-07-15T01:09:55.610-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='noite'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fracasso'/><title type='text'>Fracasso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você ouve um solo de guitarra e sente que a vida podia ser melhor. Não... levante. Você não podia ter uma vida melhor, você está sentado num bar, desses bares sujos de beira de estrada, a garrafa de whisky vazia na sua frente, um garçom daqueles mal encarados e cheios de boa vontade olha pra sua cara como quem diz "como é, não cansou de me encher o saco?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se foda. Mais uma garrafa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que quanto mais você bebe, menos efeito o álcool tem sobre você. Mentira, você apenas se torna insensível a isso. Você já não percebe nada ao seu redor, aliás, tanto faz existir o mundo ou não. Tanto faz o bar estar sujo e decadente, o garçom usar o mesmo pano tanto para limpar o balcão fedorento quanto para secar o seu copo. Você não precisa de copo. Paga a garrafa de whisky vagabundo, pega sua jaqueta e cai fora. Você não precisa desse lugar, e esse lugar, definitivamente, não precisa de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/Sl1V-gl9JbI/AAAAAAAABvY/a3-8dmcyU9s/s1600-h/noitevazia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/Sl1V-gl9JbI/AAAAAAAABvY/a3-8dmcyU9s/s320/noitevazia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358533664030139826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As ruas já estão escuras, uma ou outra casa permanece com a luz exterior acesa. Você sabe, numa dessas casas você gostaria de estar. Uma lareira acesa, não sentir o vento gelado que sopra na rua. Um balde de pipoca, um tapete confortável e macio, um abraço amigo. Conversas jogadas e despretensiosas. Trocar a garrafa de whisky vagabundo por um vinho de qualidade. Não entre nessa casa, afinal, ela não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra tudo melhorar, poderia começar a chover. Aí você olha pra cima e... não, não vai começar a chover, não há uma única nuvem no céu. Tem sim, uma lua. Redonda, perfeita, brilhante. Cheia. Talvez de saco cheio, como você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que é mesmo que você está de saco cheio? O que te levou ao bar, o que te trouxe a garrafa, qual sentimento te dominou a ponto de você acabar assim, madrugada, no meio da rua, desejando uma lareira e um bom coração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma bebedeira jamais será como essa. Você bebeu, sua mente ainda está sóbria, você se lembra, e não queria se lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é um fracasso até pra beber e esquecer...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-1079826905988665661?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/1079826905988665661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=1079826905988665661&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/1079826905988665661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/1079826905988665661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/07/fracasso.html' title='Fracasso'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/Sl1V-gl9JbI/AAAAAAAABvY/a3-8dmcyU9s/s72-c/noitevazia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-4235047414423857875</id><published>2009-07-12T23:00:00.000-03:00</published><updated>2009-07-12T23:20:25.467-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='obrigada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>To my friends</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual a definição que você tem de amizade?&lt;br /&gt;Quantas pessoas você chama de amigo ou amiga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você conhece alguém apenas virtualmente. Mas você conversa com essa pessoa todos os dias, e você conversa com ela sobre qualquer assunto, até aqueles que só seus amigos mais próximos e íntimos sabem. Mas você nunca viu essa pessoa, a não ser na janelinha do MSN ou naquela fotinho sacana que ele ou ela fez questão de te mandar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você conheceu alguém há pouco tempo, bem pouco mesmo, vai, digamos... meses. E você se identifica bastante com ele ou com ela, que te faz rir, que te faz pensar, que te deixa... assim, leve. Amizade leve, tão leve e descontraída e livre de cobranças quanto suas antigas amizades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/SlqY8kF-9BI/AAAAAAAABvQ/ih9k3LgYeP8/s1600-h/amigos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 232px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/SlqY8kF-9BI/AAAAAAAABvQ/ih9k3LgYeP8/s320/amigos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357762872958972946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E você tem os amigos de longa data, talvez da infância, né? Amigos que te viram crescer, que viram sua personalidade mudar, que viram sua barriga crescer pros lados, sua cabeça ir muito mais pra cima, e seus cabelos mudarem de cor e de estilo como quem muda de roupa. Aqueles que entram na sua casa e chamam sua mãe de mamãe, e que abrem a porta da geladeira sem a menor cerimônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amigos com quem você divide uma partida de videogame, os amigos pra quem você mostra a banda nova que você conheceu, os amigos que você faz sempre questão de dividir uma cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem os amigos que sabem suas bizarras histórias sexuais, os amigos que viram suas bizarras histórias sexuais, os amigos que te meteram em bizarras histórias sexuais. Os amigos sexuais. Bom, alguém deve ter, eu não tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem amigo ou amiga que vira namorado ou namorada, namorado ou namorada que vira amigo ou amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente do tipo de amigo que você é, real, virtual, namorado, sexual, de curta ou de longa data: dos amigos a gente só espera isso. Que ajude a animar na hora que é preciso, que saiba rir na hora desnecessária, que saiba calar na hora do barulho mundano, que saiba te dar a mão na hora da vergonha. Um amigo só precisa na verdade ser um amigo, desse jeito simples e sem explicações que a amizade se faz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-4235047414423857875?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/4235047414423857875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=4235047414423857875&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/4235047414423857875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/4235047414423857875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/07/to-my-friends.html' title='To my friends'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_sAa6QD41c4M/SlqY8kF-9BI/AAAAAAAABvQ/ih9k3LgYeP8/s72-c/amigos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3294705856000925273.post-567520148418213666</id><published>2009-07-10T00:22:00.003-03:00</published><updated>2009-07-10T01:13:31.308-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verborragia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza do jeca'/><title type='text'>Verborragia sem sentido OU não leia se você estiver feliz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque chega uma hora que meio que cansa ser quem você é. Porque as pessoas sempre esperam de você uma determinada atitude, e você sempre tem que agir daquele mesmo jeito, porque é essa a pessoa que todo mundo espera que você seja. Seja você o engraçado, o depressivo ou o romântico. Você tem essa insígnia e será sempre o rotulado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não permita que te coloquem um rótulo. Faça alguma coisa louca um dia, bem diferente daquilo que todos estão acostumados. Tente, apenas um dia, viver aquilo que você REALMENTE quer viver. Quer dizer, hoje eu não quero ir trabalhar. Então não vá. Achei a piada que o fulano contou horrorosa. Então não ria. Hoje eu não estou afim de beber cerveja. Então não beba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu estou afim de parar de brigar com o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi que vou aceitar as coisas como elas são e não vou fazer questão nenhuma de mudá-las. Resolvi que se eu caminhei esses 25 anos feliz, vou continuar caminhando feliz daqui pra frente, mesmo que seja só. Resolvi que, se eu escolhi meus amigos, é com eles que vou permanecer até o final. Foi uma escolha minha, right? Resolvi aceitar que, se as pessoas humanas são assim, estranhas, e gostam de se esconder atrás de sentimentos falsos e piadas sem graça, vou compreendê-las e aceitá-las como são. E mais, posso até me juntar a elas nesse esconderijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi entender que eu mereço o emprego medíocre que eu tenho, e que eu devo agradecer aos céus, como diz minha mãe, porque muita gente queria estar no meu lugar. Hoje eu resolvi aceitar que eu até poderia ser feliz fazendo o que eu realmente gosto de fazer [o que eu realmente gosto de fazer?], mas que, além de isso não dar dinheiro [e ganhar muito dinheiro é o que realmente importa neste mundo], eu seria mais uma empregada insegura no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, aceitei, é assim que tem que ser e acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi, mas não hoje, já faz até um tempo, aceitar que o dinheiro que me devem nunca me será ressarcido. E que eu devo voltar a tratar essas pessoas com dignidade e respeito, porque né, já que eu não vou reaver o dinheiro, posso ao menos reaver um irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei realmente de brigar com o mundo, e cansei de sonhar com algo diferente para mim. Mas isso tudo porque acordei num dia triste, quando fazia sol lá fora. Acordei com aquela velha vontade de ficar deitada na cama e fingir que não tinha a obrigação de ser sociável e conversar com as pessoas. Sabe aqueles dias em que você simplesmente não quer viver, porque cansa? Pois é, hoje eu cansei de viver. Uma coisa bem emo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou me matar, acho isso tão ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu só queria dizer pra vocês: esqueçam a esperança, esse é um sentimento criado pelos homens para que eles não se sintam culpados de viver como vivem. Esqueçam os sonhos, eles não se tornam verdade e evaporam ao acordar. Esqueça o amor, uma invenção hollywoodiana para... para quê mesmo?? E nem venham me dizer "para se reproduzir", porque é cientificamente comprovado que as pessoas podem se reproduzir sem amor. Pra isso criaram o sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enfim, era mais ou menos isso que tava rolando na minha cabeça hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só queria desabafar que a desilusão me pegou de tal forma, que eu acredito que hoje, mesmo que me dissessem "nããão, a vida nem é tão ruim quanto você pinta", e sei lá, me abraçassem com carinho ou qualquer coisa do naipe... eu ia achar que mesmo essa pessoa não acredita realmente no que está me dizendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só queria dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E gente... fujam do amor. Porque o amor só destrói.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3294705856000925273-567520148418213666?l=coletivodeideias.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/feeds/567520148418213666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3294705856000925273&amp;postID=567520148418213666&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/567520148418213666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3294705856000925273/posts/default/567520148418213666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coletivodeideias.blogspot.com/2009/07/verborragia-sem-sentido-ou-nao-leia-se.html' title='Verborragia sem sentido OU não leia se você estiver feliz'/><author><name>Ana P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03032769119481353189</uri><email>aninha.smiley@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='16251411180210927998'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry></feed>