domingo, 24 de maio de 2009

De longe

Eu acho tão engraçado como a gente vê as coisas de longe e de perto, né? Digo, vamos a um exemplo prático, quando você vê um avião comercial de perto, você vê que ele é gigante [alguns mais gigantes que os outros]. E a gente sabe que os aviões são mais rápidos também, porque uma viagem São Paulo - Rio, de carro, dura uma média de seis horas pela Dutra, sem trânsito. Já de avião, trinta e oito minutos. Bom, é rápido.

Mas daí que você vê o avião no céu, como eu costumo ver, morando a uma distância considerada mediana do aeroporto de Cumbica. E lá no alto, nossa, eles parecem tão lentos e pequeticos, né? Eles cabem numa fresta da janela do meu quarto. E fora que eu ando mais rápido que eles! Mas não se iluda, é um avião, e não é porque ele está lá longe, que ele perdeu o significado de ser um avião.

É a impressão que a gente tem com foto também. Um prédio, numa foto, parece tão pequeno e tão insignificante, mas daí a gente vê ao vivo, né? E ele é gigante. Igual quando a gente tá chegando perto do prédio, de longe parece mínimo. E de perto ele é tão...

O Sol. O Sol é enorme e quente, muito, muito quente. É uma quentura que a gente não pode sequer imaginar, de tão quente que é. Mas daqui, o Sol é menor do que o nosso dedo. E tem dias que ele aparece brilhante e bonito, mas é inverno, e está frio. E por mais quente que nós o sintamos, ele não faz a gente entrar em combustão instantânea. Bom, nem sempre. O Sol é quente e gigante, nós sabemos disso mesmo sem o ver de perto.

Então se eu disser pra você que eu gosto de você, mesmo você estando longe e eu perto. Ou eu estando longe e você perto. Você pode acreditar no que eu digo? Porque eu realmente gosto de você.

Porque você aí, longe, fica tão pequenino aos olhos, que cabe fácil fácil no meu coração.

Quando você disser
Que longe é um lugar que não existe
Se lembre também de me dizer
Onde é que você vai estar, então

Quando eu te quiser
Quando eu te quiser...
Ludov - Kriptonita

[não é porque você está distante, que perde o significado que tem para mim...]

10 comentários:

Andarilho disse...

Oh, Ana in love again.

Ana P. disse...

Andarilho, eu tenho minhas dúvidas...

Andarilho disse...

Depois desse texto, só vc tem dúvidas então, colega.

Ana P. disse...

A questão é que assim... eu estou numa fase amor, sabe? Daí eu fico pensando que tô in love mas num tô. E de qualquer forma, MESMO QUE ele venha a ler isso... ele num vai entender...

Eu acho.

O amor me deixa triste, e me deixa feliz ao mesmo tempo. Não sei o que fazer!!!

Gerundino disse...

óóóóóóiinnnn.. q meigo "Porque você aí, longe, fica tão pequenino aos olhos, que cabe fácil fácil no meu coração".. calma, calma que isso vale ouro, deixa eu anotar no caderno.

Mas.. vc sabe o que tem q fazer, só tem um jeito de saber o que ele vai sentir, dizer ou..

"Não diga então, sofra pelo resto da vida.

Malditos olhos azuis..."

Comentário copiado de algum lugar, rs

Ana P. disse...

Gerundino: porque cazzo vc acha que até hoje eu só sofro por amor, e não o vivencio em plenitude? Eu sempre me calo. Sempre me calarei.

Sempre sofrerei pelo resto da vida por conta de minhas dúvidas e incertezas.

Perdido disse...

Malditos olhos azuis... [2]

Bom, eu já falei pra você pular na piscina né? Mas você me escuta? ¬¬'

Ana P. disse...

Perdido: tenho a leve impressão de que não vai adiantar eu pular na piscina. Ele provável vá achar apenas que eu tô bêbada. Ou louca, o que provavelmente dá na mesma.

Tenho essa ideia, de que eu NUNCA serei clara o suficiente. As coisas só vêm reforçar essa minha ideia.

koster disse...

Que lindo.

Detalhe: eu só percebi a idéia central do texto na frase final. Eu sou burro mesmo, o texto está ótimo.

Psicoalcoolista disse...

Muito sincero seu texto. Gosto muito disto, dessa falta de pudor em externalizar o que se sente. Parabéns!