sábado, 30 de maio de 2009

Gimme a break, please

Senta aí, tenho um troço pra te contar. Não é nada grave, nem tem nada a ver com a gente assim. Não faz essa cara, calma! Você vai até rir quando eu te contar. Era pra ser uma coisa meio óbvia, eu até achei que você já sabia, mas pela forma como você vem agindo ultimamente, presumo que você não tem prestado atenção às pessoas, às coisas e ao tempo ao seu redor. Mas não se preocupe, pra isso você tem a mim aqui ao seu lado. Pra te lembrar de coisas simples e óbvias como essa.

Tá de boa? Posso falar? Mas olha, nem faz essa cara que começo a rir! Você com essa cara de preocupação me mata, sério! Tinha que estar com essa preocupação toda antes, não agora. Agora dá pra corrigir ainda, então vamos lá.

Relaxa.

Não, é só isso mesmo. Relaxa.

Você anda correndo, fala correndo, come correndo, olha correndo, se veste correndo, lê correndo, trabalha correndo, estuda correndo, sabe? Como se o mundo fosse desaparecer no segundo seguinte, e não desse tempo de você fazer tudo o que [acha que] precisa fazer. Não. Relaxa.

Digamos que o mundo realmente acabe no segundo seguinte, tá? E daí? Acabou, tá acabado, tenha você feito, dito, lido, comido o que você achasse que realmente tinha importância. Se acabou, acabou, não terá mais volta! Então... pra que correr? É aquela mesma história de correr da chuva, quando a chuva já começou: tá chovendo lá na frente também! Então pra que, me diz? Pra que correr? Aonde você quer chegar, que é tão urgente assim?

Você acha que você precisa ler tudo? Acha que precisa falar tudo? Que todos precisam te ver? Que todos precisam saber que você passou por aqui? Que bobagem!

Pare de correr um pouco e observe. É... para! Para e observa o que tem a sua volta: mesmo você vivendo numa selva de concreto, você há de achar alguma coisa, algum detalhe, que nessa sua correria toda você não percebe. Uma poesia no ar, um cheiro diferente, um olhar diferente. Vai perceber um alguém que passa por você todo dia, que está com você todo dia, que trabalha ou estuda com você todo dia. E na sua correria, você só diz oi e tchau.

Para um pouco. Olha um pouco. Sente o que vive, respira e pulsa perto de você.

Porque o clichê é antigo, é chato, repetitivo [como todo clichê]. Mas é verdade.

Da vida só levamos a vida que levamos

9 comentários:

i ILÓGICO disse...

errrrrrrrr...
pra quem é messsssmo este ótimo texto?


bju-te

Ana P. disse...

Olha, xuxu... o texto, se você prestar bem atenção, não tem definição de gêneros. Não é ela falando pra ele, ele falando pra ela, ela falando pra ela, ou ele falando pra ele.

Por isso... é pra você. É pra mim. E é pra pessoa aqui de baixo também. Pra pessoa ao seu lado.

E pra ele ao meu lado.

Andarilho disse...

Eu acho que é mais pra vc mesma.

koster disse...

Se bem conheço que não te conheço, isso é direcionado a alguem. Se bem entendo aquilo que nunca entendi, nem sei mais viu.

Bem. Vamos parando.

Perdido disse...

Eu sempre penso que é pra mim -_-

Ana P. disse...

Andarilho: parte dele é. Inspirada em amigos que me dizem coisas lindas, e por isso agradeço às pessoas que convivem comigo. Outra boa parte dele não tem nada a ver comigo.

Koster: por incrível que pareça, vc bem me conhece.

Perdido: this time, you're wrong. God dammit!

Gerundino disse...

Hahahah.. Perdido egocentrista.

Rs, mas é assim msm. O bom de ler o que tu escreve Ana P. é que realmente o texto, sendo pra alguem especifico ou mesmo sendo pra voce mesma, sempre serve pra todo mundo. Mas como eu sou uma pessoa muito sonhadora melhor não reparar demais ou eu vou começar a viajar e não paro mais.

Chico Mouse disse...

Damn it right! :P

Ana disse...

Adorei o blog!...Estranha coincidência...nomes parecidos dos blogs, nomes iguais das autoras...Mas...o seu é tão mais bem elaborado, bem escrito que o meu.
Parabéns!
beijos