então eu não vou fugir ao clichê e vou fazer sim o balanço final de 2011 e minhas expectativas para 2012.
a julgar pelo início do texto, esse foi mais um ano em que eu não aprendi absolutamente nada sobre criar expectativas. sim, eu continuo acreditando que algo de bom irá acontecer, que as pessoas vão me surpreender (pro bem) e que no final as coisas darão certo. acredito que o dia em que eu perder essas expectativas, eu provavelmente não terei mais motivo pra existir. e como eu sou cagalhona, vou preferir esperar algo de bom do que dar um fim a tudo.
algo de bom aconteceu esse ano. uma é que a faculdade finalmente acabou, não foi a glória que os filmes hollywoodianos nos ensinam, mas foi um tempo feliz, no somar de todas as contas. eu ganhei pessoas, eu perdi pessoas, eu ganhei experiência, eu aprendi e errei muito, e nem estou falando sobre o meu profissional. o mais importante, eu pude me conhecer melhor e me aceitar mais. isso não quer dizer que eu me ame e esteja muito feliz comigo mesma, mas eu aprendi a aceitar mais. isso é importante pra alguém estranho como eu.
fui promovida no trabalho, e apesar de, em alguns dias, ainda pensar que fiz uma grande merda, estou feliz porque estou aprendendo muito. principalmente a assumir responsabilidades. meu novo serviço exige isso. estou tendo momentos difíceis, principalmente no que diz respeito a aceitar as diferenças entre as pessoas. a depender das pessoas. a não me considerar tão autossuficiente.
não me considerar tão autossuficiente vem a calhar muito bem com a terceira e maior novidade do meu ano: eu comprei um apartamento. eu, eu mesma e meu ego. estamos aí nós três em processo de mudança que, se tudo der certo, acontecerá até o final de janeiro. tive que lidar com reforma, documentação e outras coisinhas que foram dando errado no meio do caminho, ao mesmo tempo em que tive que lidar com tcc. e com mudança no emprego. não foi fácil, nem um pouco fácil, e não tenho a menor vergonha de dizer que não foram poucas as noites em que eu chorei até dormir, em que eu rezava pra engasgar no choro e morrer logo, porque eu não tava pronta pra tudo isso.
se houve um ano da minha vida que eu definitivamente não vou esquecer, foi 2011.
eu cresci. eu aprendi, na verdade, que crescer é um ato contínuo e que eu vou ter que continuar fazendo isso, provavelmente pro resto da vida. aprendendo a lidar, aprendendo a compartilhar, aprendendo a pedir ajuda, aprendendo a ser decepcionada, aprendendo a não decepcionar. ainda não entendi o porquê de tudo isso, mas percebi que isso é algo que vamos fazer sempre, vamos sempre aprender. eu finalmente fui uma pessoa melhor em 2011. se não para os outros, ao menos pra mim.
resolvi chegar ao final de 2011 e não negar as mágoas e rancores que tenho na vida, mas também resolvi que nenhuma mágoa ou rancor vai definir quem eu sou e qual será o meu caminho. resolvi chegar ao final de 2011 sem negar que sou dramática, sim, e que quando as coisas não saem do meu jeito, eu choro muito e fico querendo jogar tudo pro alto e morrer, mas também não vou negar a mim mesma uma chance de acertar tudo. resolvi chegar ao final de 2011 e assumir que eu não estou pronta pra esse negócio chamado vida, mas que é isso que tem pra hoje e que é melhor eu me arrumar e viver.
resolvi chegar ao final de 2011 amando a bagunça que eu sou, interna e externamente. e resolvi que em 2012 eu vou começar a arrumar essa bagunça, interna e externa, da forma mais tranquila que possa haver.
e que se eu não conseguir, se as coisas não saírem do jeito que eu espero, se tudo der errado e minha unha quebrar no meio do caminho, eu vou chorar, eu vou lamentar, eu vou fazer meu drama. mas vou levantar a minha cabeça e viver.
é o que tem pra hoje.